Sou uma espécie de carta de jogar, de naipe antigo e incógnito, restando única do baralho perdido.Não tenho sentido, não sei do meu valor, não tenho a que me compare para que me encontre, não tenho a que sirva para que me conheça.E assim, em imagens sucessivas em que me descrevo – não sem verdade, mas com mentiras – vou ficando mais nas imagens do que em mim, dizendo-me até não ser, escrevendo com a alma como tinta, útil para mais nada do que para se escrever com ela.Mas cessa a reacção, e de novo me resigno.Volto em mim ao que sou, ainda que seja nada.E alguma coisa de lágrimas sem choro arde nos meus olhos, alguma coisa de angústia que não houve me empola asperamente a garganta seca.Mas ai, nem sei o que chorara, se houvesse chorado, nem porque foi que o não chorei.A ficção acompanha-me, como a minha sombra. E o que quero é dormir.
Penso que sejas um às.
ResponderExcluirUm às que no baralho vale mais que todas as outras cartas, mas se o jogo assim o exigir, pode abdicar de todo o seu valor (por sua vontade e nunca imposto), de forma a que o jogo em mão tenha sempre o valor máximo possivel sem nunca explodir!
É bom que se pensares que és um 1, que te lembres sempre que é porque assim o desejas, e que assim que o queiras, poderás voltar a ser o que deves ser, um 11 que corta qualquer que seja a vaza!
Dorme bem... E pensa nisso! Às vezes, o travesseiro é mesmo o melhor conselheiro... :-)
É bom encontrar-te na blogosgera... Beijinho!